I SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE ESTUDOS E PESQUISAS MULTIDISCIPLINARES EM CULTURA BRASILEIRA – INSTITUTO DE ARTES – UNESP

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O Seminário será realizado nos dias 26, 27 e 28 de novembro de 2014, no Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista. O conjunto de ações deste seminário visa congregar conhecimentos em torno da cultura brasileira em seus aspectos erudito, popular e contemporâneo.
O evento contará com o apoio do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu, de Mestrado e Doutorado Acadêmico, do Instituto de Artes da UNESP – Campus de São Paulo.
O Laboratório tem como objeto de reflexão e pesquisa a cultura brasileira e a intensificação das atividades de intercâmbio internacional, sob a ótica da diversidade cultural, da inclusão social e do fortalecimento da economia da cultura. Desta forma, pretende-se estabelecer parcerias com outras universidades internacionais para a realização de encontros por meio de convites a pesquisadores, professores visitantes para ministrarem cursos de extensão, palestras, oficinas, etc.
Eixos Temáticos:

1. Cultura brasileira e outras terras e fronteiras
1. Personagens na ficção: literatura e cinema
2. Artes Visuais e Música

                                                           Programação

Eixo temático: Cultura brasileira, outras terras e fronteiras

26/11 – Quarta-feira – IA– SALA 116

10 às 10h30 – Solenidade de abertura – Prof. Dr. José Leonardo do Nascimento – coordenador do evento e do Laboratório de Pesquisa em Identidade e Diversidade Cultural do IA/UNESP – e Prof. Dr. Milton Sogabe-vice-coordenador do evento e professor do Instituto de Artes da UNESP.

10h30 às 11h30  – Professora Doutora Laura Utrera: João do Rio e Roberto Arlt: dois cronistas latino-americanos, duas formas de cinema e prática

Resumo: A palestra visa à análise de algumas crônicas de João do Rio e Robert Arlt por meio do conceito de cinema como interstício indiciatório no qual se determinam uma série de experiências: a do Real do cinema (confluência entre a tecnologia, a percepção e o estatuto da coisa), a da prática (ir ao cinema, andar pela cidade–reposição por imagens- escrever), a de um gosto (pela foto, pelo cinema, pela crônica), a de uma técnica (jornalista-escritor-jornalista, tecnologia do cinema), a das formas de olhar-narrar-ser olhado (poética da janela, espaço in-out) e a de um contexto urbano e sociocultural em permanente tensão (o espaço moderno no Rio de Janeiro em Buenos Aires).
Palestrante: Laura Utrera é professora e Licenciada em Letras, mestre em Literatura Argentina e Dra. em Letras pela Universidad Nacional de Rosario (UNR). Atualmente é bolsista de pós-doutorado de CONICET, Prof. Adjunta na cadeira Análise do texto no curso de Letras, é Secretária Técnica do curso de mestrado em Literatura Argentina (UNR). Já ministrou cursos de pós-graduação no Brasil, Chile e Argentina. Organizou congressos e eventos científicos na Argentina e no Brasil. Conta com numerosos artigos e resenhas publicadas na Argentina e fora. Participou de numerosos Congressos, fóruns e colóquios na Argentina, México, Brasil, Chile e Uruguai. Além de fazer parte do comitê acadêmico da Revista Badebec e integra o Comitê diretivo da Associación Argentina de Estudios del Cine y del Audiovisual (AsAECA).

12h00 às 13h00 – Almoço

13h30 às 14h30 – Débora Silva e Sanches: A revolução presente no cinema argentino e brasileiro: Glauber Rocha e Solanas. 

Resumo da palestra: o estudo compara dois diretores latino-americanos (Glauber Rocha e Fernando Solanas) por meio da análise fílmica (comparativa) do filme Deus e o Diabo na Terra do Sol e Los hijos de Fierro. Serão considerados para a presente análise aspectos formais dos filmes, contexto histórico em que foram filmados, o processo de transmutação do texto literário em que foram amparados para efetivar a obra cinematográfica desta forma apontando semelhanças e divergências entre os diretores brasileiro e argentino presentes em tais obras.

Palestrante: Débora Silva e Sanchez – mestranda em Artes Visuais– IA/UNESP – Campus de São Paulo, sob a orientação do professor doutor José Leonardo do Nascimento. Integrante do grupo de estudos do Laboratório de Pesquisa em Identidade e Diversidade Cultural do IA/UNESP.

14h30 às 15h30 – Prof. Dr. Sidnei Leite: Experiências da indústria cinematográfica- uma abordagem histórica da Atlântida e da Vera Cruz.

Resumo: O palestrante traça um panorama histórico comparativo entre a tentativa de industrialização do cinema brasileiro entre as décadas de 1940 e 1950, a partir da experiência da companhia carioca Atlântida e a paulista Vera Cruz, fundada por Franco Zampari.

Palestrante: Prof. Dr. Sidnei Leite – Pró-reitor acadêmico do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, professor dos cursos de Relações Internacionais da faculdade Belas Artes e da ESPM e avaliador institucional do MEC. Leciona há mais de vinte cinco anos em cursos superiores. Trabalha há aproximadamente 20 anos na área de gestão de cursos de graduação e pós-graduação e foi coordenador do curso de Lato Sensu e Stricto Sensu da Faculdade Cásper Libero, ambos na área de comunicação. Participou da criação do curso de Relações Internacionais (graduação) do Centro Universitário Belas Artes em São Paulo. Possui pós-doutorado em Comunicação pela Universidade Metodista onde desenvolveu o tema Comunicação e Novas Tecnologias Digitais: reflexões e teorias.

15h30 às 16h. – Coffee-break

16 às 17h –  Prof. Dr. João Eduardo Hidalgo: Cinema marginal paulista: o caso paradigmático do filme “A margem” (1967) de  Ozualdo Candeias.

Resumo: Revisão crítica do cinema da “Boca do Lixo” paulistana. Questões estéticas, orçamentárias, distribuição e de recepção de público. Um cinema crítico e alegórico num período de restrições de liberdades políticas e artísticas. Florescimento de um cinema À Margem  de financiamentos públicos e de grandes estúdios e que usufrui, paradoxalmente, de medidas estatais de reserva de mercado para a produção fílmica brasileira. Na favela às margens do Rio Tietê, em São Paulo, trágicas histórias de amor têm lugar. Entre os personagens um louco aflito que está sempre à procura de uma rosa, uma jovem que teve de recorrer à prostituição, uma prostituta que circula vestida de noiva e um homem que aparenta destoar do conjunto por vestir um paletó e uma gravata que o sufoca. Uma trágica realidade social.

Palestrante: Prof. Dr. João Eduardo Hidalgo
O docente possui doutorado em Comunicação pela ECA/USP e pela Universidad Complutense de Madrid, e especialização em Cinema Espanhol pela AECI- Agencia Española de Cooperación Internacional. Tem experiência em produção dramatúrgica para Audiovisual; em interpretação fílmica, videoarte e performance. Já fez várias exposições individuais de fotografia, dirigiu alguns curtas-metragens e orientou a realização de mais de cinquenta, entre eles registros de performances como de José Bezerra e Duda Penteado. Foi pesquisador da ABPA- Associação Brasileira de Pesquisadores em Artes da ECA, do Centro Mário Schenberg de Documentação e Pesquisa em Artes (ECA/USP). Atualmente é professor da Faculdade de Arquitetura , Artes e Comunicação da UNESP, Campus de Bauru. Faz parte do corpo editorial e de avaliadores dos periódicos: Revista Ciência em Extensão Unesp, Revista Poéticas Visuais UNESP e  Revista Imagofagia (Argentina).

2º. Dia: Eixo Temático – O Personagem na Ficção: Literatura e Cinema

27 /11 – Quinta-feira – IFT

9:30 às 10h30. – Prof. Antonio Iraildo Alves de Brito: Patativa do Assaré: Porta-voz do Sertão

Resumo da palestra: traçar um perfil do poeta Patativa do Assaré (Antônio Gonçalves da Silva). Não se trata, porém, de uma pretensa biografia, tampouco é um discurso linear. O objetivo é pontuar alguns fatos marcantes da trajetória do vate de considerável relevância para a construção de sua obra poética.

Palestrante: Prof. Antonio Iraildo Alves de Brito possui graduação em Comunicação Social – habilitação em Jornalismo pela Universidade de Caxias do Sul (RS-2005), graduação em filosofia pela Universidade de Caxias do Sul (RS-2009), graduação em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (BH-MG -2012) e mestrado em Letras, Cultura e Regionalidade pela Universidade de Caxias do Sul (RS-2009). Atualmente é doutorando no programa de Comunicação e Semiótica (PUC-SP). É editor de educação da Paulus Editora e Pró-Diretor Acadêmico da Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação – FAPCOM”.

 10h30. – Coffee-break.

10h30 às 11h30 – Fabio Leal: Glauber Rocha e Tomás Gutiérrez Alea: relações entre cinema do Brasil e de Cuba em tempos de revolução

Resumo: Não havia indústria cinematográfica em cuba antes do janeiro de 1959 quando o regime de Batista foi derrotado. Este ano marca a criação do instituto Cubano del Arte e Industria Cinematográficos (ICAIC), o primeiro curta metragem pós triunfo da Revolução de Tomás Gutiérrez Alea “Esta Tierra Nuestra” e o primeiro curta de Glauber Rocha “Pátio”. Tomás e Glauber são contemporâneos e através de seus filmes, retrataram como poucos o “espírito” revolucionário da América Latina nas décadas de 60 e 70. Pretende-se neste texto, explorar as relações entre o cinema de Brasil e Cuba nas décadas de 60 e 70, comparando a produção cinematográfica de Glauber Rocha com a de Tomás Gutiérrez Alea.

Palestrante: Fabio Leal – pós-graduando – IA/UNESP. Mestrando em Artes Visuais– IA/UNESP – Campus de São Paulo, sob a orientação do professor doutor José Leonardo do Nascimento. Integrante do grupo de estudos do Laboratório de Pesquisa em Identidade e Diversidade Cultural do IA/UNESP.

12 às 13h. – Almoço

13:30h às 14:30h – Teresa Midori Takeuchi: Leitura da personagem feminina em Guerra de Canudos (1997), de Sérgio Rezende, filme baseado na obra literária de Os Sertões (1902), de Euclides da Cunha

Resumo: filme brasileiro da fase da retomada, Guerra de Canudos, de Sérgio Rezende, trata da questão do sertão, do sertanejo, a sua luta e dureza existencial. Nesta abordagem, proponho apresentar uma breve leitura da figura feminina na imaginária ficcional em seus aspectos sociais, culturais e estéticos relacionados ao figurino. Tal leitura será permeada por meio do diálogo de elementos da linguagem cinematográfica com o texto literário do qual foi derivado o filme e as referências das artes visuais.

Palestrante: Teresa Midori Takeuchi– doutoranda em Artes Visuais– IA/UNESP – Campus de São Paulo e bolsista da FAPESP, sob a orientação do professor doutor José Leonardo do Nascimento. Pesquisadora do grupo de estudos do Laboratório de Pesquisa em Identidade e Diversidade Cultural do IA/UNESP.

14:30 às 15:30h. – Márcio Rodrigo Ribeiro: O poderoso chefão do cinema brasileiro: a importância do produtor Luis Carlos Barreto para o mercado de longas-metragens no País nos últimos 40 anos

Resumo: o objetivo será de traçar um perfil do produtor Luiz Carlos Barreto, dono da LC Barreto, no mercado de produção e distribuição de cinema brasileiro, resgatando a sua atuação especialmente na realização dos seguintes filmes: Dona Flor e seus Dois Maridos, de 1976, Lula, o Filho do Brasil, de 2010 e Flores Raras, de 2013.

Palestrante: Marcio Rodrigo Ribeiro– pós-graduando – IA/UNESP
Cursando Doutorado em Artes na linha de pesquisa em Abordagens Teóricas, Históricas e Culturais da Arte na UNESP – Campus de São Paulo, sob a orientação do professor doutor José Leonardo do Nascimento. O Mestrado em Artes também pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) (2004) com a dissertação “O Bangue-bangue Mulato: Cidade de Deus, dos Homens e de Todas as Linguagens”, trabalho acadêmico pioneiro na análise do filme “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles. Atualmente é coordenador do curso de Jornalismo no Centro Cultural Belas Artes de São Paulo e professor convidado no curso de Pós-graduação em Comunicação Social da FMU.

15:30 às 16:30h  –  Rosângela Canassa: Orfeu uma tragédia carioca: arte, mito e paixão 

Resumo: o filme de Carlos Diegues, de 1999 foi baseado na peça de Vinícius de Morais e conta a história do jovem líder de Escola de Samba, poeta e compositor, Orfeu (Toni Garrido) que se apaixona pela adolescente Eurídice (Patrícia França). Durante os quatro dias de carnaval e entre a guerra de traficantes de drogas que dominam a área o casal tenta se conhecer. A palestra pretende estabelecer um paralelo entre o filme de Diegues com o mito de Orfeu, no cenário cinematográfico do Rio de Janeiro.

Palestrante: Rosângela D. Canassa – titulação: Psicologia e Mestrado em Artes Visuais (ênfase em análise fílmica), junto ao Instituto de Artes – UNESP. Pesquisadora do grupo de estudos do Laboratório de Pesquisa em Identidade e Diversidade Cultural do IA/UNESP onde desenvolve a pesquisa: “A mulher no cinema”. Blog:  http://www.faroartesepsicologia.blogspot.com e doutoranda do Mackenzie na área de Educação, Arte e História da Cultura.

 16h30. Coffe-break

Eixo Temático –  Artes Visuais e Música
28/11 – sexta-feira – IFT

9h às 10h – Profa. Dra. Betina Keizman: Morte de Madame Bovary: simuladores, mulheres e cinema da periferia literária

Resumo: O surgimento do cinema coloca a centralidade da tela e uma nova experiência visual do sexo feminino cujo impacto é ler textos literários, mas também em uma série de escritos periféricos: os leitores cartas, memorandos, relatórios, etc . Um novo espaço erótico abre no cinema sobre a relação entre o público, o espectador e a tela. Ansiedade, atração e repulsa que causa a proximidade da imagem cinematográfica é uma das áreas que a literatura escolhe imaginar e a desenvolver experiência.
O fenômeno do bovarismo dos projetos de cinema, especialmente no início, tem alcance radical e massiva, pois, além de alimentar-se das mesmas condições de dispositivo, o filme foi estrategicamente organizado e promovido pelo sistema star system.
No entanto, este fenômeno é multifacetado em alto grau e os estudos que destacam Kinosucht feminino (aficcionado por cinema) ignoram muitas outras práticas que os textos ficcionais foram registrados e/ou imaginadas. Estamos interessados em explorar o caráter da mulher que “não vai ao cinema” ou incorpora uma experiência divergente, uma disposição ambígua em relação à imagem do filme que distorce a generalização bovarista.
Em uma viagem que se estende por uma das primeiras histórias sobre os filmes que são conhecidos no México, escrito por Laura Méndez de Cuenca, “O espectador irônico” Elisabeth Mulder e um corpo substancial de textos literários (Noriega Hope, Sotomayor e outros) leia especulação bovarista uma alternativa à histeria e ao mecanismo de sujeito-objeto proposto na cinematográfica MRI (modos institucionais de representação e relacionamento).
O irônico, o trompe-l’oeil, o “método do espectador” simulação aparecem como formas alternativas de experiência cinematográfica que se rebelam contra o estado fetichista, desafiando a ilusão de realidade nas chamadas de filmes e a chama da desconfiança. Coincidente com a eclosão das vanguardas do cosmopolitismo e da promessa de modernização das nações latino-americanas, a ficção literária sobre o cinema sugere um movimento inverso: a reflexão distante, o registo de uma re-matrícula nas periferias e os primórdios da uma perspectiva de gênero tem sido pouco estudada na recepção do primeiro filme.

Palestrante: Profa. Dra. Betina Keizman – Mestrado e Doutorado em Literatura Latino-americana pela UNAM (Universidad Nacional Autónoma de México). Especialista em Teoria Literária e Literatura latino-americana. Coordenadora do Projeto Fondecyt Regular Cine y Literatura en Argentina, México y Chile entre 1915 e 1940 na Universidad Adolfo Ibañez e na Facultad de Artes Liberales, Santiago de Chile. Autora do livro El minotauro y la sirena, com a coautoria de Mauricio Carrera, Ediciones Lectorum, México, 2001. Tradução do livro – José Ortega y Gasset. Dirección Françoise Géal. Traducción y notas: Betina Keizman, A. Bossière, V. Broichhagen, A. Cagé, L’homme et les gens. Paris, Ed Rue d’Ulm, coll. Version françaises, 2008

10 h às 10h30h. – Coffee-break

10h30 às 11h30. – Cláudio Henrique Altieri de Campos:  “Quem foi que fez o samba embolar? Quem foi que fez o coco sambar?” – Jackson do Pandeiro: Música e Mediação Cultural

Resumo: neste encontro, pretendemos discutir a trajetória artística do músico paraibano Jackson do Pandeiro, apontado por artistas como Gilberto Gil, Chico Buarque e João Bosco, entre tantos outros, como referência fundamental para a música popular brasileira. As perguntas apresentadas no título deste estudo foram retiradas da música “Jack Soul Brasileiro”, composta por Lenine, e revelam de forma poética uma das principais características de Jackson e de sua obra musical: a mediação cultural. Situando-se na intersecção entre universos particulares que compõe o mosaico da “Cultura Brasileira”, a obra de Jackson do Pandeiro faz a mediação entre gêneros e estilos musicais distintos como o samba e o coco, mas também, entre o mundo rural/tradicional e o mundo urbano/moderno, entre o Sertão e a Praia de Copacabana, entre os sons dos cantadores e repentistas das feiras livres e os sons do rádio, do disco, da TV e do cinema, transitando por todos estes tempos e espaços diferenciados e dando-lhes forma no amálgama que configura sua produção artística.

Palestrante: Cláudio Henrique Altieri de Campos é doutorando pelo Programa de Pós-graduação em Música do Instituto de Artes/UNESP e Mestre em Artes pela Escola de Comunicações e Artes/USP. É pesquisador na área de música popular e etnomusicologia junto ao grupo de pesquisa “Música étnica e popular (Brasil/América Latina)” (CNPq), trabalhando com temas ligados à história da música popular brasileira, estética musical, educação musical, arranjo e orquestração. Atualmente, desenvolve pesquisa sobre o músico Jackson do Pandeiro e sua produção artística, como bolsista do CNPq.

11h30h às 13h. – almoço

13 às 14h – Fabíola Cristina Alves: Modernização, modernidade e modernismo – a pintura brasileira do inicio do século XX

Resumo: a partir da distinção dos conceitos de modernização, modernidade e modernismo procura-se discutir o contexto de produção artística no Brasil do inicio do século XX. Pretende-se abordar a transição entre a tradição acadêmica para o modernismo, deste modo,  refletiremos sobre a obra de Eliseu Visconti em comparação com a produção de artistas acadêmicos e modernos .

Palestrante: Fabíola Alves – Mestre pelo Instituto de Artes da Unesp, com Bolsa FAPESP. Doutoranda em Artes Visuais– IA/UNESP – Campus de São Paulo, sob a orientação do professor doutor José Leonardo do Nascimento. Pesquisadora do grupo de estudos do Laboratório de Pesquisa em Identidade e Diversidade Cultural do IA/UNESP.

14 às 15h. – Priscila Andreghetto: O celestino, ou não, em Adriana Varejão.

Resumo da palestra: As histórias marginais são aquelas quase esquecidas ou colocadas de lado pela história tradicional, entranhadas, mas também histórias contra a corrente, contadas às margens, histórias pós-coloniais, subalternas, histórias fora do centro e, nesse sentido, ganham uma dimensão política. Ao visitar outros tempos e imagens, Adriana Varejão busca na história de formação cultural e artística do Brasil em seu período colonial, gravuras e pormenores da ornamentação que, de algum modo, são passíveis de estabelecer um vínculo, ou vários, com a representação do corpo e da carne. De modo algum esses vínculos são sinônimos de homogeneidade e conciliação e sim de reminiscência e asseveração. As imagens barrocas se entrecruzam com a pintura contemporânea, relacionando o enunciado crítico à teatralidade, à paródia, à metáfora e à encarnação, da representação à experiência estética.

Palestrante: Priscila B. A . Andreghetto – Bacharel em Serviço Social (1982) – ITE-Bauru. Especialização em História da Arte (2003) – FVG – São Paulo. Iniciação Científica em Formação de Professores (2009) – Uninove – São Paulo. Licenciatura em História (2009) – Uninove – São Paulo. Especialização em História: Educação, Relações Sociais e Cultura – Uninove (2011). Professora de Filosofia, Sociologia e História da Arte. Mestranda área de concentração: Abordagens Teóricas, Históricas e Culturais da Arte – Instituto de Artes – UNESP. Desenvolve pesquisa com ênfase na plasticidade da artista Adriana Varejão, sob a orientação do Prof. Dr. José Leonardo do Nascimento. Como pesquisadora, interessa-se pelos assuntos imbricados entre Arte e História.
15 às 15h30. Coffe-break.

15h30 às 16h30. –  Rosana de Morais: O autorretrato na obra de Ismael Nery

Resumo: O presente estudo tem como objetivo analisar o tema de autorretrato enquanto fonte biográfica na obra do artista brasileiro Ismael Nery (1900-1934), que profusamente revelou, por meio de pinturas e desenhos as suas influências artísticas em diferentes fases de sua vida. A partir da série “História de Ismael Nery” e com o intuito de explorar possibilidades de análise sobre esse tema para as artes visuais será observado o uso de recursos alheios à pintura e ao desenho, que revela uma mudança do conceito canônico do autorretrato, em que a palavra escrita na obra pictórica pode sugerir o esgotamento do uso da imagem em sua obra, entre o modernismo brasileiro e a primeira fase do surrealismo.

Palestrante: Rosana de Morais – pós graduanda em Arte terapia- IA/Unesp

16h30 às 17h30 – Prof. Dr. Por: Prof. Dr. Paulo Roberto Monteiro de Araujo. PPEAHC Mackenzie:  O Feminino em dois momentos: Terra em Transe e A Falecida

A preocupação da presente comunicação é analisar e comparar dois personagens femininos de filmes clássicos do cinema brasileiro: Terra em Transe de Glauber Rocha e A Falecida de Leon Hirsman. Seja o cineasta baiano seja o carioca constroem suas personagens femininas dentro do universo perturbador da existência humana. Sara em Terra em Transe corporifica o anseio político revolucionário, que simultaneamente se vê e se deixar lançar no coração de seu tempo. Tal tempo é o próprio transe das ações que não conseguem escapar de suas contradições políticas no que se refere aos ideais revolucionários das sociedades contemporâneas do terceiro mundo. Apesar de Sara compreender as determinações contraditórias das ações políticas, ela permanece fiel aos seus anseios políticos, no sentido de dever moral com a sua época. Nós poderíamos dizer, utilizando o conceito de fantasma de Didi-Huberman, que Sara traz nela elementos de Antígona, aquela que se posiciona contra o Estado em suas ações. Pois só resta a Sara assumir o seu ethos político. Não é por acaso que ela diz ao Poeta Paulo Martins que um homem não pode se dividir entre a poesia e a política. Eis o motivo de Sara ser a sábia que assume o trágico, sem os rompantes de Paulo Martins. Já Zulmira de A Falecida assume o seu trágico de mulher “traidora” por meio do artifício da morte. Ou ainda por meio da morte triunfal, caracterizada por um suposto funeral luxuoso. Zulmira vai criando artifícios para sair do seu tédio de mulher de classe média baixa do subúrbio carioca até ser supostamente pega em sua tentativa de fuga daquele universo perturbador. Para sair da própria emboscada que ela preparou para si mesma planeja a sua própria morte. Ambas estão lançadas nos impasses de seus tempos uma pelo viés da política a outra pela condição social fundado em comportamentos conservadores.

Palestrante: Prof. Dr. Paulo Roberto Monteiro de Araujo, docente da Universidade Presbiteriana Mackenzie, junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação, Arte e História da Cultura.

17:30hs – Encerramento do evento com o Prof. Dr. José Leonardo do Nascimento

Comissão organizadora do evento
Coordenador geral: Prof. Dr. José Leonardo do Nascimento – IA/UNESP
Vice-coordenador: Prof. Dr. Milton T. Sogabe – IA/UNESP

Professores convidados

Profa. Dra. Laura Lorena Utrera – Universidade Nacional do Rosário – Argentina
Profa. Dra. Betina Keizman – Universidad Adolfo Ibañez e Facultad de Artes Liberales, Santiago de Chile.
Prof. Dr. João Eduardo Hidalgo – Unesp /Faculdade de Arquitetura Artes e Comunicação de Bauru –São Paulo – Brasil

Equipe do Laboratório de Pesquisa em Identidade e Diversidade do IA/UNESP:

Pesquisadores:
Débora Silva e Sanchez
Fabio de Freitas Leal
Fabíola Alves
Marcio Rodrigo
Priscila B.A.Andreghetto
Rosângela D. Canassa
Teresa Midori Takeuchi

INSCRIÇÃO/INFORMAÇÕES
Os interessados em participar do evento deverão enviar email para Rosângela: rocanassa@uol.com.br

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